Aumento de casos da leishmaniose canina

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso acompanha a evolução da leishmaniose na população canina, sendo de registar o aumento de casos desta doença.

Atendendo ao impacto da doença ao nível do bem-estar animal, o Vereador da Saúde Animal, Paulo Gago, reuniu com os serviços veterinários municipais e com as direções clínicas dos Centros de Atendimento Médico Veterinário – CAMV sediados no concelho da Póvoa de Lanhoso, no sentido de melhor compreender a situação e delinear eventuais estratégias de combate.

Portugal é considerado um território endémico para a leishmaniose canina. Não obstante, o número de casos (ou o número de diagnósticos) tem crescido nos últimos anos. Os Centros de Atendimento Médico Veterinário – CAMV sediados no concelho também reportam esta tendência, tendo aumentado o número de diagnósticos positivos para a leishmaniose canina.

Desta reunião, que decorreu no passado dia 27 de abril, nos Paços do Concelho, resultou o reconhecimento da necessidade de informar a população para a doença, estando prevista, para breve, a realização de uma ação de sensibilização no centro da Vila, complementando a informação já enviada às pessoas proprietárias de canídeos da Póvoa de Lanhoso.

Importa lembrar que:

As leishmanioses são doenças causadas por parasitas protozoários do género Leishmania que afetam mamíferos. No nosso país, o cão é a espécie mais afetada.

A leishmaniose é transmitida através da picada de um inseto minúsculo e voador denominado flebótomo.  O pico de atividade do inseto é em temperaturas entre 18 e 22°C, junto a águas paradas e ao anoitecer.

Quais são os sinais clínicos?

• Sinais Gerais: Prostração, perda de peso, perda de apetite, aumento dos gânglios linfáticos e do baço;

• Sinais Cutâneos: Perda de pelo, descamação da pele e úlceras cutâneas;

• Problemas Renais;

• Outros Sinais: Lesões do nariz, crescimento rápido das unhas, sangramento nasal, doenças oculares, neurológicas, locomotoras e/ou digestivas.

Como prevenir?

• Inseticida (diminui o risco de contágio): Coleira ou Pipeta Spot on (de reforçar que tem que ser explícita a proteção contra o Flebótomo);

• Vacinação (aumenta a resistência do animal à infeção): com reforço anual.

Transmissão da doença a humanos

Embora não havendo motivo para alarmismos, a leishmaniose é uma doença zoonótica, portanto, transmissível aos humanos. As pessoas com o sistema imunitário muito debilitado podem ser infetadas pela picada do flebótomo e desenvolver a doença. De realçar que a transmissão da doença não acontece pelo contacto direto com cães infetados. Aliás, alguns estudos permitiram concluir que a posse de um cão doente não é um fator de risco.

Em caso de dúvida, peça aconselhamento junto dos serviços veterinários habituais.

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