Segunda edição reúne música, património e gastronomia durante quatro dias
A segunda edição do Festival Instrumental Portugal arrancou na Póvoa de Lanhoso com uma cerimónia de abertura que destacou a música instrumental, o património e a identidade cultural do concelho. A sessão decorreu no Largo António Lopes e marcou o início de quatro dias de programação promovida pelo Município da Póvoa de Lanhoso, em parceria com a Portugal Musical 360.
Na abertura do festival, a Vice-Presidente da Câmara Municipal e Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, sublinhou a importância da iniciativa para o concelho.
“Estarmos a organizar um festival de cariz nacional na Póvoa de Lanhoso é um ato de coragem, é um ato de ousadia, mas é um ato a que a Câmara Municipal se atreve.”
A cerimónia contou também com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, António Queirós Pereira.
Música e filigrana marcaram o primeiro dia
O arranque do festival ficou marcado pela atuação do quarteto de metais da Banda Musical de Calvos e pela apresentação “Fios de Ouro: Uma Arte Ancestral”, promovida pelo Centro de Competências da Filigrana – CINDOR.
A produção conjugou peças criadas por mestres filigraneiros da Póvoa de Lanhoso com propostas de design contemporâneo desenvolvidas por Luciana Castelli, estilista brasileira radicada no concelho, estabelecendo uma ligação entre tradição e inovação.
Seguidamente, o público dirigiu-se ao Theatro Club para assistir aos concertos de Maria do Mar, que apresentou o espetáculo “Águas Tortas”, em violino, e de PHOLE, que interpretou “Senda”, em concertina.
O primeiro dia terminou na Praça Engenheiro Armando Rodrigues com uma mostra gastronómica dedicada aos sabores da região, incluindo vinhos, petiscos e doces tradicionais.
Festival termina com homenagem à Revolta da Maria da Fonte
O encerramento do Festival Instrumental Portugal está marcado para domingo, às 18h00, com um espetáculo comunitário dedicado aos 180 anos da Revolta da Maria da Fonte.
Segundo Fátima Moreira, esta será uma celebração que envolverá coletividades, músicos e grupos de cantares do concelho.
“Vamos terminar em comunidade, na tarde de domingo, trazendo à memória coletiva a Maria da Fonte. Convidámos as nossas coletividades, músicos e grupos de cantares para celebrarem juntos, com 180 vozes, num sentimento de pertença e união que queremos construir a partir da Póvoa de Lanhoso.”
Cultura como motor de promoção do concelho
Durante a sessão de abertura, a vereadora deixou ainda o convite para que o público acompanhe os restantes concertos do festival, manifestando a ambição de afirmar o evento além das fronteiras do concelho.
A responsável destacou a intenção de projetar a Póvoa de Lanhoso a nível nacional, promovendo elementos identitários como a filigrana, a história da Maria da Fonte e a gastronomia local.
Com esta segunda edição, o Festival Instrumental Portugal reforça a aposta do Município numa programação cultural diversificada, procurando afirmar-se como um evento de referência e um instrumento de valorização do património, da cultura e da identidade povoense.
Consulte o programa completo:




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